Tuesday, April 25, 2006

Tudo presente em ti

Na roupa com que me visto,
na ocorrência de um imprevisto,
em cada pedaço do que sou,
em cada passo que dou,

tu estás presente,
és o antecedente
de tudo de bom
que me ocorre naturalmente

Oh, meu amor que tão bem me faz,
que me faz respirar um perfume lilás.
Toda a pureza do mundo um dia a tua reclamará.
E quero dividir meu amor com você
meu bem, como eu ninguém mais o fará.

E aqui neste lugar
permaneço olhando pro céu,
lembrando de ti, doce como mel
e, como às estrelas, fico a te desenhar.

A te lembrar, pensar no teu nome,
a amenizar a tristeza que me dá quando tu somes,
a temer que, um dia, tu me abandones,
a ouvir um jazz dedicado a ti no saxofone

Quando estamos longe, não sou
a metade do homem que ao teu lado consigo ser

Ao final de tudo,
eu amo você.
É tudo o que eu queria dizer...

Monday, April 17, 2006

De Como o Tédio se Torna um Encanto

Cinema preto-e-branco, cinema colorido
Um terreno baldio, um campo florido
Mudanças que ocorrem e mudam todas as coisas
Mudanças que oferecem ao nada algum sentido

Tristes histórias sem começo
Bonitas histórias sem fim
Histórias que não têm preço
Histórias que de tão belas
parecem um jardim

A vida tediosa, quando menos se espera
O destino chega e a tempera
Cardápios de surpresas, belezas e afins
Uma luz que se torna acesa
(Emitida de uma vela de marfim)

Daquele amor adormecido
No duro afã do sono não-correspondido
- Agora é um amor renascido!

Híbridos sonhos descritos em poemas
Cada verso se torna um lema
que faz com que nos lembremos
que nós dois, juntos,
sempre ao tédio nos sobreporemos.

Tuesday, April 11, 2006

O Emoldurador

Enquanto estávamos sempre assim, sem que ninguém soubesse
Sob a aura colorida de uma luz que te obedece
Tão lume te ver, até ofuscante só conceber
Tão distante imaginar, só se sabe que tanto florece

Como num campo tão cultivado, num conto bem escrito
Num rio muito mergulhado e vivo
Num ambiente tão vivido, pelo mundo em que habito

- Tudo tão bonito mas tão duro, e é só te ver
Pelos teus olhos escuros é como se visse um muro
Não deixar os pés distantes do chão, um dever
Mas, tão vago e violável, desobedeço-o e, no ponto mais alto,
te emolduro

E eternizo teu brilho, tua cor, tua boca, teu valor
E finalizo meus anseios, pois mais que isso não sou merecedor
Fico a admirá-la, como diante de um altar suntuoso
E no meu coração conflituoso,
continua a repousar uma dor.